Não deveria, mas ainda me surpreendo com o cinema brasileiro. Esta adaptação do livro "As pelejas de Ojuara", de Nei Leandro de Castro, é sensacional. Os últimos anos são os melhores do nosso cinema; excelentes atores, boas produções, adaptações perfeitas, roteiros muito bem elaborados, enfim, vivemos a maioridade da sétima arte. É claro que não temos acesso às tecnologias para superproduções, mas temos nossa própria identidade, principalmente pelas expressões de um povo tão rico culturalmente.
Sinopse: José Araújo, um caixeiro viajante, chega à Jardim dos Caiacós. Lá, conhece Dualiba, uma quarentona virgem. Logo seduz a moça e é obrigado a casar. Acaba se submetendo por anos ao autoritário sogro e às manhas da mulher. Mas, um dia, reage e "vira bicho". Destrói o armazém do sogro, dá uma surra na esposa e registra no tabelião o seu novo nascimento, agora rebatizado de Ojuara. Nasce um caboclo destemido, pronto para defender os desvalidos. Ojuara viverá aventuras e desafios, perseguindo o sonho de chegar a São Saruê, a terra da fartura.
Direção: Moacyr Góes
Roteiro: Moacyr Góes, Bráulio Tavares, Nei Leandro de Castro.
Roteiro: Moacyr Góes, Bráulio Tavares, Nei Leandro de Castro.