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17 de jun. de 2009

Filma aí.

A verdade seja dita. Ou escrita.

Interior. Ele, família rude. Ela, filha de mãe solteira. Os conceitos do pai dele são a segurança do emprego e as raízes. Conceitos da mãe dela, a liberdade e o mundo com suas oportunidades. São crianças de mesma idade, escola e afinidades. Brincadeiras, fantasias e descobertas. Em casa mundos diferentes. Os sentimentos afloram. Muda o ritmo. Passagem de tempo. Ela desperta naturalmente. Ele tem talento, mas é oprimido. Acontece a grande descoberta. É chegada a hora: ela sai; ele fica. A mãe vai com ela. O pai dele falece. O ritmo agora é marcado: ele no emprego e sustento à mãe. Ela nas oportunidades da vida profissional. Segue a rotina dele. Vibram as mudanças dela. Os planos dele. As ações dela. Mostra dos mundos paralelos. Inserts de referências da infância a cada momento marcante. Paradigmas: ao procurar por outro, não acham. Passagem de tempo. Ele acumulou empregos, namoros, planos. Ela ralou, estudou, conquistou espaço. Ela tem o conforto e agora quer segurança. Ele quer a satisfação, mas faltam as oportunidades. Passagem de tempo. Ele nunca saiu, aposentou-se, escreveu muito. Ela fez muito, viajou, realizou desejos. Ela volta. Ainda viveram alguns poucos anos juntos. Ele ouvindo as aventuras dela. Ela lendo os manuscritos dele.