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28 de mai. de 2009

Idos

Primeiro foi a pressa de passar o tempo, tudo era muito distante, tudo ainda estava por acontecer. Aliás, não havia nada por acontecer, a não ser o momento. Quanta expectativa, quanta energia! Mas faltou algo. O quê? Sei lá, isso nunca saberemos.

Depois foi a própria falta de tempo, aos poucos tudo se perdendo. Em cada instante de memória a história. Foram dias de auge, ali onde a vida seria definida.

Agora o tempo é futuro e lento, passado a quem tem pressa de vivê-lo. Hoje são perspectivas e a vida ainda está para ser definida. Agora tudo está muito próximo. Inclusive o fim.