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1 de jun. de 2010

A mão

Estávamos a admirar a sucessão de vitórias do Montagna, umas belas, outras nem tanto, mas todas merecidas. Mesmo que você conteste a tese do merecimento no tabuleiro, digo quem ganha já é mercedor pela simples vitória, afinal, vacilos ou entregas fazem parte do jogo. E não adianta nada chorar na coletiva. É como dizer "tomamos gols em bolas paradas". Ora, bolas paradas estão em jogo! O que acontece muitas das vezes para que ocorra tais fatos é que o ganhador destas partidas entra num estado alfa de vitórias sequenciais, acerta a mão de uma maneira quase que assombrosa ao adversário, ou seja, enquanto um acerta a mão o outro perde a cabeça. Acabei de sair da coletiva de imprensa onde o Montagna atribuiu a atual derrota por ter perdido a mão, devido ao longo tempo de inatividade - coisa de cinco dias. Pois eu também atribuo a vitória por esta parada, mas principalmente por ter achado minha cabeça.

Posted via email from Era uma vez no velho xadrez.