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21 de mai. de 2010

Alinhada


Costumo comparar xadrez com futebol. Vejo que o pensamento estratégico de um serviria para o outro, ou que o ensinamento da derrota do segundo faria bem ao primeiro. Fico a exercitar esta relação em meu dia a dia. Considero o seguinte: no xadrez a estratégia deverá haver, mas não será tão decisiva se você não aliar talento para superar as armadilhas adversárias; já no futebol o talento é fundamental, sendo ele próprio, em muitas vezes, considerado a própria estratégia. Como no futebol não tenho o poder de decisão - senão demitiria o técnico do meu time - torço para que o talentoso decida o jogo. Já no xadrez, com todo o poder em minhas mãos, tento induzir o adversário ao erro. Observe esta vantagem final. Foi o resultado de uma alinhada da Rainha com o Rei, uma jogada pintada há pelo menos dois movimentos antes da tomada. Até aquele momento estava eu em desvantagem de um Bispo. Sir Montagna não viu porque desloquei o foco para as tabelas. Digamos que, aliada ao roque, foi uma vitória estratégica. Como um gol num chute preciso, de dentro da área, com a bola cruzando lentamente entre o goleiro e a trave.

Posted via email from Era uma vez no velho xadrez.