Imagino como o homem deve ter ficado admirando a criação da roda. A roda da bicicleta, me refiro. A ideia de locomover-se sobre uma roda foi muito interessante, mas perfeito mesmo era sobre duas. Dizem os arqueólogos que o criador da segunda roda viveu há mais de 30 mil anos, o Monaky, e que em seu projeto, pintados lá no fundo da caverna, constavam um guidão, pedais e outros detalhes não identificados. Só que ao fim de sua obra ele foi embora pedalando e nunca mais voltou. Pior é que não deixou ninguém para explicar como montar. Quem mais chegou perto foi a Kaloy, dona da caverna e sua companheira que, antes de morrer de saudades, testou todas as possibilidades em segredo. A ela é atribuída a primeira carrocinha de pipocas.
Monaky deve ter visto paisagens muito interessantes mundo afora. Monaky pedalando e pensando que só precisava comer algumas boas frutas para obter energia para pedalar mais. É possível que ele tenha se perdido, ido longe demais e não encontrado o caminho de volta. Ou sucumbido a um problema muito comum, tanto naquela época como hoje em dia: a segurança. Monaky pode ter sido atropelado por um animal desgovernado, tal qual encontramos nas ruas de nossa cidade. Pena o Monaky não ter voltado, a carrocinha de pipocas a pedal poderia ter sido um sucesso há mais tempo.