Um dia leremos a biografia póstuma de Rubens Barrichelo do Brasil - não autorizada pelo alemão Michael Schumacher. Escrita por Reginaldo Leme com prefácio de Galvão Bueno, a obra nos contará detalhes interessantes dos bastidores do penta vice-campeão mundial de Fórmula 1. Revelações inéditas serão feitas sobre os anos em que Barrichelo foi o responsável direto pelas conquistas de Schumacher. Lembraremos da época em que Rubens quase ficou desempregado e deu a volta por cima numa equipe que durou um ano somente, mas que mesmo assim foi campeã mundial e ele, claro, terminou como segundo piloto. Aliás, este foi o começo de uma nova fase na vida do nosso "herói nacional", como descreve Galvão, pois resolveu definitivamente deixar de ser coadjuvante e realizar o sonho de correr pela Willians para sempre - mesmo que esta equipe tenha caído para a quinta colocação entre as grandes no ano de 2010. Barrichelo bateu todos os recordes de mais voltas nas pistas mundiais e recusou convites importantes de outras categorias, como a F-Yndi, por exemplo. Lembraremos com carinho de algumas frases de Rubinho: "estou confiante na minha equipe... sei que não há favorecimento ao meu companheiro de time... a corrida estava pra mim... se não fosse a troca de pneus, com certeza chegaria ao pódio". A saber, Rubinho, nosso simpático piloto brasileiro, que muitas esperanças nos deu nas manhãs de domingo na voz de Galvão Bueno, morreu de rir ainda jovem idoso, quando perguntado se ainda se sentia motivado a correr com o novo modelo sem rodas da Williams.