Karma é uma lei natural, como a lei da gravidade. Simples, como uma ação que gera uma reação proporcional ao evento. Se você quiser saber mais e melhor a respeito, leia o livro Karma e Dharma do Mestre DeRose. Lá você decobrirá que se conhecermos os mecanismos que regem estas leis teremos quase total domínio sobre a nossa vida e o nosso destino.
“Tudo o que fazemos, falamos, sentimos ou pensamos gera karma. A questão é saber como ir substituindo um karma que produza resultados inconvenientes por outro que cause conseqüências desejáveis. O karma se divide em três tipos: passivo, potencial e manifestado. Temos absoluto domínio sobre os dois primeiros.”
Vou exemplificar: imagine que você irá cobrar uma penalidade máxima. Você se posiciona e a bola está na marca da cal. Este é o karma passivo, com o qual você pode fazer o que bem entender. Então você corre em direção à bola. Mas ainda tem completo domínio, pois poderá dar ritmo às passadas, ser mais lento, mais veloz, dar ou não a paradinha e, mesmo antes de chutá-la, decidir a direção; ou até mesmo desistir e pedir ao treinador que chame outro em seu lugar. Este é o karma potencial. Mas após você chutar não dá mais para voltar atrás, não é possível sair correndo para alcançar a bola e fazê-la parar. Nesse caso, não há como impedir que toda uma sucessão de consequências se desencadeie. Somente sobre esta última forma de karma você não terá domínio. Este exemplo não pretende expressar uma precisão matemática de que tenhamos domínio exato de dois terços do nosso karma. A comparação é uma idéia de que temos domínio perfeito sobre a maior parte do nosso futuro.
Se você quiser continuar refletindo sobre o mundo da bola e for colorado, pense em como um torcedor vive num eterno estado manifestado, pois está nas mãos do treinador da Seleção que retira seu melhor atacante para deixá-lo no banco de reservas – justamente quando o seu time está numa decisão e mais precisa dele; nas mãos do treinador do próprio time que escala mal, substitui mal e, ainda por cima depois da derrota, é infeliz na entrevista; enfim, o torcedor tem o destino fora de seu alcance. Mas a mim este destino não prega mais peça. Os anos de arquibancada me ensinaram que, seja na vitória ou na derrota, devo voltar a cobrança do pênalti. Posicionado, com a bola na marca da cal. Com total domínio sobre meu karma. Ainda que passivo.